
comer é um
ato cultural
a cozinha paulista se constrói no encontro entre interior e cidade, entre permanências e adaptações. não é uma identidade única ou estática, mas resultado de deslocamentos, influências e modos de fazer que coexistem. o restaurante se insere nesse fluxo, observa o cotidiano alimentar e reposiciona o que já faz parte dele.
CONCEITO
a serralha orienta o ponto de partida da maria augusta. está presente nos quintais do interior e também nas frestas da cidade. atravessa o tempo fora dos circuitos formais de produção e consumo. não como resgate, mas como direcionamento: olhar para o que permanece, mesmo quando deixa de ser evidente.
GASTRONOMIA
a cozinha assinada por estevam ianhez parte de uma leitura direta da culinária paulista, com foco no que já faz parte do cotidiano. pratos como o arroz caldoso de rabada com agrião, o arroz de tomate com lula à dorê e o frango com quiabo e polenta mostram esse caminho. receitas tradicionais, como o virado à paulista e o picadinho, seguem presentes ao lado de outras combinações que ampliam esse repertório.
coquetelaria
a coquetelaria, assinada por adriana pino, trabalha ingredientes brasileiros com clareza e precisão. a carta combina cachaça, frutas e especiarias em construções diretas, como o prosa, o santo remédio e o milharal. outras combinações reforçam essa relação com o interior, incorporando elementos como goiaba, mel, milho e ervas.
créditos
este projeto dialoga com pesquisas e práticas da cultura alimentar paulista. inclui referências à valorização das pancs e aos estudos sobre a culinária caipira da paulistânia, além de reflexões sobre a construção de uma cozinha paulista.
Projeto
Charles Farias — Boteco Bolovo
Gastronomia
estevam ianhez — ex-jiquitaia, ex-a casa do porco
Coquetelaria
Adriana Pino — A Bartenderia